terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
arrumar a vida

“A gente finge que arruma o guarda-roupa, arruma o quarto, arruma a bagunça. Tira aquele tanto de coisa que não serve, porque ocupar espaço com coisas velhas não dá. As coisas novas querem entrar, tanta coisa bonita nas lojas por aí. Mas a gente nunca tira tudo. Sempre as esconde aqui, esconde ali, finge para si mesmo que ainda serve. A gente sabe. Que tá curta, pequeno, apertado. É que a gente queria tanto. Tanto. Acredito que arrumar a bagunça da vida é como arrumar a bagunça do quarto. Tirar tudo, rever roupas e sapatos, experimentar e ver o que ainda serve, jogar fora algumas coisas, outras separar para doação. Isso pode servir melhor para outra pessoa. Hora de deixar ir. Alguém precisa mais do que você. Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perca de espaço, tempo, paciência e sentimento. Tem tanta gente interessante por aí querendo entrar.
Deixa. Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça.”
Caio Fernando Abreu
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Não vale não

Por quanto tempo é possível levar um sentimento dentro de si, sem que este mesmo seja apreciado ou correspondido. Por quanto tempo da de aguentar o peso, e a queimação no peito e na garganta. Sabe quando você já não sente mais, quando você sabe que um dia sentiu mas que agora por motivos drásticos ou não, você se sente superado, não te afeta mais. Bom, não te afeta mais, mas acontece que aquele sentimento existiu, e a qualquer momento vão surgir lembranças dele. E ai ou você aprende a conviver com lembranças e ao mesmo tempo esquecer a pessoa ou então, você perde todas as oportunidades de felicidade que a vida vai te proporcionar. Você fica cego, sem nem mais saber o que te causou a cegueira. E não, não vale a pena.
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